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Desemprego não atinge todas as profissões: conheça as carreiras que que contratam em 2016

Mês após mês, quase todos os setores da economia brasileira demitem milhares de pessoas. A partir de agora, conseguir emprego em 2016 vai exigir muito mais da qualificação do profissional. Porém, nem tudo está perdido.

Duas grandes empresas de recursos humanos ouvidas pela reportagem do R7 avaliam que, pelo menos, cinco setores continuam requisitando mais mão de obra, mesmo na crise.

Por exemplo, os profissionais da TI (tecnologia da informação) continuam em alta. Da mesma forma, quem é da área da saúde também vai encontrar um mercado mais aquecido do que outros setores. Para retomar o crescimento, muitas empresas apostam ainda em contratar bons vendedores.

A analista de RH da Employer Fabiana Zanbroski lembra que, independentemente da área, ainda assim há contratações no País.

— O mercado não está zerado. A própria construção civil ainda exige mão de obra.

Em janeiro, as seis principais regiões metropolitanas do País somaram 1,9 milhão de desempregados. O índice (7,6%) é o maior para o mês desde 2009. O número de trabalhadores com carteira assinada (11,6 milhões) caiu em relação ao mesmo período de 2015 (menos 336 mil pessoas). O Brasil tinha, em novembro, 9,1 milhões de desempregados, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Os dados mostram que, entre os setores que mais demitem, estão a construção civil e a indústria. Porém, o ramo de serviços, o que mais emprega em todo o País, também começou a sentir os efeitos da crise, dispensando, principalmente, funcionários com menos qualificação (limpeza, vigilância e telemarketing).

Veja a seguir algumas oportunidades destacadas pela Employer e pela Catho.

São Paulo oferece mais de 7.000 vagas de emprego

TI (tecnologia da informação)

Essa área vive um ciclo diferente do que está acontecendo com algumas profissões. As empresas buscam cada vez mais funcionários que vão trabalhar em soluções tecnológicas para reduzir custos e facilitar processos. A assessora de carreiras da Catho Larissa Meiglin explica que existe uma demanda permanente por desenvolvedores, programadores e analistas técnicos com experiência.

— Hoje em dia, as startups estão muito fortes. Então, pessoal que desenvolve aplicativos para Android, iOS, Windows Phone têm muitas oportunidades. Outra especificidade dessa área é que tem uma rotatividade muito grande.

Saúde

“Saúde não é algo que as famílias brasileiras estão abrindo mão”, diz a assessora da Catho. Segundo dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), esse foi, dentro do setor de serviços, o único ramo que não fechou vagas em janeiro deste ano. A área de saúde fechou o mês com um saldo de 49,7 mil contratações a mais do que demissões.

Larissa destaca algumas profissões em que há oportunidades.

— Tem vagas para médico, enfermeiro, auxiliar de enfermagem, técnico de enfermagem. Tem casos em que as empresas preferem contratar dois auxiliares que suprem a necessidade de um enfermeiro, por exemplo, que é mais caro, o que tem feito abrirem mais vagas.

Setor financeiro

Na Employer, Fabiana destaca que os clientes têm buscado profissionais com capacidade para atuar durante a crise econômica, analisando faturamento, gastos e aplicando soluções.

— A gente identificou que algumas áreas, como contábil, financeira e análise de mercado têm mais vagas. Até porque esse profissional consegue melhorar a receita da empresa. As empresas estão buscando mais profissionais que venham oferecer soluções.

Apesar de o telemarketing estar demitindo muitos funcionários, a assessora de carreiras da Catho acrescenta que um tipo específico de profissional tem mais condições.

— Operador de telemarketing para fazer cobranças têm oportunidades. O telemarketing está demitindo quem realmente não traz retorno. Mas para cobrança, a pessoa precisa ter um perfil específico, que é difícil de encontrar, e essas vagas acabam sendo mais difíceis de preencher.

Fonte: R7

UGT participa de debates contra obstáculos corporativos e a mulher


A Secretaria da Mulher da União Geral dos Trabalhadores (UGT) participou entre os dias 29/02 e 02/03 de atividade internacional em parceria com a AIWD (Associação pelo Direito das Mulheres em Desenvolvimento, em inglês) e do Solidarity Center – AFL-CIO. O Fórum AWID 2016, que reuniu mais de 20 países em torno do tema: “Diálogos Transversais dos Movimentos – Resistindo ao poder corporativo: Lutas pelos direitos das mulheres, justiça econômica e de gênero”, chegou ao fim nesta quarta-feira no Hotel Excelsior, em SP. “Diálogo dos Movimentos Sociais” teve como objetivo desenvolver uma análise sobre as lutas pelos direitos das mulheres no meio corporativo. O encontro levantou debates, realidades e histórias reais de várias partes no Brasil e no mundo. “Fizemos um mergulho na análise estratégica em conjunto. Tratamos também das nossas estruturas de trabalho e obstáculos, e como podemos resistir ao poder corporativo”, declara Maria Edna Medeiros, dirigente do Sintetel (Sindicato dos Trabalhadores em telecomunicações), filiado à UGT, que representou a Secretaria Nacional da Mulher da central.

Como o diálogo pode ajudar a construir uma ajuda coletiva feminista para o desafio do poder corporativo? A partir desse ponto, foram debatidos: agenda de direitos em uma economia global corporativa; garantia de liderança e direitos das mulheres, assim como a construção de movimentos.

“O encontro proporcionou um importante intercâmbio de experiências sobre como o poder ‘invisível’ do capitalismo é exercido no mundo. Além da perspectiva feminista sobre o tema”, analisa a dirigente do Sintetel.

Mariana Veltri – imprensa da UGT, com informações do Sintetel

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Fonte: ugt.org.br

País começa a importar testes para detectar zika

Considerados essenciais para avaliar a dimensão do surto de zika, os teste sorológicos para diagnóstico do vírus – que começam a ser importados nesta semana por empresas no Brasil – ainda causam preocupação entre cientistas quanto à confiabilidade.

Quatro testes sorológicos já foram aprovados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). De resultado rápido, eles detectam anticorpos produzidos pelo corpo após a infecção e, ao contrário dos testes moleculares, conhecidos como PCR, são capazes de diagnosticar a zika em pessoas que já não têm mais o vírus no organismo. Outra vantagem é o preço: enquanto os moleculares custam cerca de R$ 1.600, os sorológicos saem por R$ 200.

De acordo com José Eduardo Levi, professor da USP e chefe do Departamento de Biologia Molecular do Hemocentro de São Paulo, o maior acesso aos testes sorológicos é fundamental do ponto de vista epidemiológico. “Nunca poderemos dimensionar essa epidemia olhando só para testes moleculares.” Segundo ele, o teste sorológico é capaz de detectar infecções recentes mesmo em pessoas sem sintomas – 80% dos casos. “Sem isso, os números atuais de zika são estimativa ou ‘chute’.”

O problema dos testes importados, no entanto, é que, por não terem sido desenvolvidos a partir de vírus isolados no Brasil, poderão ter “falsos positivos”, por causa de reações cruzadas com outros vírus. “Quando o resultado é negativo, o diagnóstico desses testes é confiável. Mas, quando é positivo, é possível que esteja acusando zika em alguém que teve dengue, ou se vacinou contra febre amarela. Minha preocupação é que os testes comerciais, tornando-se acessíveis, multipliquem os resultados falsos positivos”, afirmou Levi.

O patologista Helio Mangarinos Torres Filho, diretor do laboratório Richet, que oferece testes para zika desde maio, não tem o mesmo receio. “Quando chegarem os testes, os laboratórios importadores vão fazer a validação, um controle de qualidade para estabelecer as limitações”, disse.

Segundo ele, os testes sorológicos pedidos atualmente são encaminhados para um ambulatório em Barcelona, na Espanha. “Com a importação, o preço vai cair bastante e o teste ficará mais rápido. Um deles funciona como um teste de gravidez e o resultado sai em 20 minutos.”
Laboratórios anunciam 1º exame triplo contra vírus

Representantes do laboratório da Fundação Baiana de Pesquisa Científica e Desenvolvimento Tecnológico (Bahiafarma) e do Laboratório Farmacêutico de Pernambuco (Lafepe) anunciaram nesta terça-feira, 1º, uma parceria para o desenvolvimento do kit para diagnóstico rápido dos vírus da zika, da dengue e da chikungunya. Este será o primeiro do Brasil a detectar a presença dos vírus no organismo humano, ativo ou não, e determinar se a pessoa está imune às três doenças.

Além de detectar os vírus no organismo, a tecnologia vai determinar se a pessoa está imune às doenças. “Para mulheres em idade fértil e grávidas será um avanço significativo ter esse conhecimento”, diz o médico e pesquisador da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul Fernando Kreutz, diretor do Grupo FK-Biotec.

Fonte: Estadão